domingo, 12 de fevereiro de 2012

Personificação da inferioridade 23/08/2011



Rubra, vermelha, rosada. Rosada não... Vermelha. Escarlate. Sangue. Brilhante, é a cor dos pêlos sobre seu corpo, dos seus fios de cabelo, do seu vestido voluptuoso. Maldosamente lasciva. Dolorosamente inevitável. Na penumbra, chega à espreita, num caminhar leve de pés descalços, em forma de luz, longe de dor. Num piscar de olhos. E aqueles olhos mudam, o olhar agora firme apodera-se de tudo. Sofrimento. Ela finge ir embora, diz adeus e de fato, chora. Tudo parece que vai mudar, uma transformação ocorrerá, e essa aparece em forma de sol, de sol poente, e nos seus últimos raios, quase ao anoitecer, vem com a lua a maldita dama ruiva. No seu cálice há sangue, o meu sangue.

2 comentários:

  1. Ja disse que seu talento é extremamente visível. Meninota de ótimas e bem colocadas palavras. Amei!

    te amo Jubs
    e Sucesso com o Blog!
    bjj

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