quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

20/04/2010 Francesca já não aguentava mais...



a culpa. Parou de chorar um momento e riu. Culpa? Nunca sentiu culpa. Bem, para tudo se tem uma primeira vez, até para aquele sangue sobre suas roupas que não era seu. Um momento de descontrole, nada mais. Era o que dizia para si mesma. Mas, não, ela percebeu que o que sentia não era culpa, gostou de matar aquele infeliz. Ela sentia medo, isso sim. Medo porque foi burra, não podia ter deixado evidência, foi descuidada demais, era raiva demais, pressa demais. Como se sentia tola por achar que estava sentindo remorso, aquele moribundo não merecia piedade, a faca fora bem amolada... O monstro não sofrera tanto. Ele merecia mais dor, afinal, sua filha foi muito mais machucada que ele. Estuprador nojento. Sentiu-se feliz por ter vingado sua filha, mas isso não sarou sua dor, a dor alheia, pobrezinha. E voltou a chorar violentamente, o medo... Ouviu as sirenes dos policiais se aproximando da rua, chorou mais lágrimas sufocadas de ódio e desespero... Percebeu que estava perto, do fim.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Puzzle of the World 01/02/2012


Eu não posso deixar de lembrar que sou uma peça única, sem encaixe. Que talvez por erro da máquina que cria quebra-cabeças, não tenha me feito nem como um canto, nem como um meio, nem como a ponta da asa daquele pássaro ali que compõe a paisagem ao final do jogo. Mas pensando bem, isso não é tão mau assim. Pois nem tudo que sai estranho, não significa que não tenha seu valor. Talvez essa minha exclusividade, faça-me ainda mais valiosa por quesito raridade. Ou talvez me faça como uma espécie que, por sorte da humanidade, está em extinção. Bem, prefiro acreditar na primeira hipótese. Apenas tinha que ser sincera comigo mesma ao dizer que bate uma pontinha de tristeza quando eu vejo todos os outros se combinando, se magoando, se combinando de novo, sendo feliz, se magoando e se combinando novamente e se recombinando e se replicando. Algumas combinações duram até a vida toda, fortes e firmes, por vezes inusitadas, mas existentes. E eu me faço ausente desse direito, por ser, claro, uma peça única.
Talvez essa minha singularidade me faça independente, independente de drogas lícitas e ilícitas, de vícios, de pessoas. Independente para ser feliz ou triste. Fazendo-me mais minha do que de outros, fazendo-me mais capaz da minha autodescoberta. Fazendo-me ter que enxergar outros meios de procurar o apreço.
E por fim, consigo até sentir-me um pouco superior, já que observo que ao mesmo tempo em que todos tentam ser únicos, acabam se misturando à multidão, e eu que me misturo a essa, consigo ainda ser apenas eu, sem cópia ou sósia. Sendo isso bem ou mal, bom ou mau. Mas que no fundinho, eu acabo detestando.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Personificação da inferioridade 23/08/2011



Rubra, vermelha, rosada. Rosada não... Vermelha. Escarlate. Sangue. Brilhante, é a cor dos pêlos sobre seu corpo, dos seus fios de cabelo, do seu vestido voluptuoso. Maldosamente lasciva. Dolorosamente inevitável. Na penumbra, chega à espreita, num caminhar leve de pés descalços, em forma de luz, longe de dor. Num piscar de olhos. E aqueles olhos mudam, o olhar agora firme apodera-se de tudo. Sofrimento. Ela finge ir embora, diz adeus e de fato, chora. Tudo parece que vai mudar, uma transformação ocorrerá, e essa aparece em forma de sol, de sol poente, e nos seus últimos raios, quase ao anoitecer, vem com a lua a maldita dama ruiva. No seu cálice há sangue, o meu sangue.

Juliana, bem-vinda ao seu novo blog!




Boa madrugada,

Estou eu aqui na minha enésima tentativa de ter um blog ativo... Lembro que criar um blog foi uma das minhas primeiras atividades na internet, quando eu ainda era bem mais pirralha, antes mesmo de ter orkut, msn e afins. O html dele era cheio de floreios, bem meninoca mesmo, e me surpreendo comigo mesmo ao também lembrar que eu realmente sabia mexer naqueles códigos! Mas o seu conteúdo era do estilo twitter que vemos hoje, e eu postava coisas do tipo: "Estou feliz porque a minha vó voltou da viagem :D" Não durou muito... fiquei decepcionada quando percebi que postava apenas pra mim, porque nada do que eu escrevia interessava mais ninguém. Tempos depois lá fui eu fazer mais outros e outros, alguns de parceria com amigas, outros musicais... enfim, inúmeras tentativas de publicar minhas expressões e loucuras, mas todas abandonadas por causa da minha preguiça.
RÁ!
E aqui estou eu mais uma vez!
Dessa vez eu espero realmente continuar. Porque não vou me comprometer comigo mesma em postar todos os dias, ou toda semana, ou todo mês... enfim, vou escrever quando eu quiser :D E isso é um alívio pra mim, não funciono com esse tipo de pressão ainda mais vindo de mim mesma.
Também não estou ligando muito se terá pessoas lendo ou não o que escrevo, apenas estou me sentindo esclarecida o suficiente a ponto de sentir que algumas coisas eu preciso contar pra um amigo, nem que seja cibernético, ou então desabafar, ou confessar, ou sei lá... QUERO ESCREVER! haha
Meus post seguintes serão de coisas que já escrevi há tempos atrás mas que salvei aqui no computador... dentre eles tem poeminhas,textos sem pé nem cabeça e etc. Tudo um lixo, já aviso, mas eu guardo, né, fazer o quê :)

Acho que já tem um bom número de linhas por essa madrugada,
um beijo na bunda de quem leu até aqui!

Até mais ver