quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

20/04/2010 Francesca já não aguentava mais...



a culpa. Parou de chorar um momento e riu. Culpa? Nunca sentiu culpa. Bem, para tudo se tem uma primeira vez, até para aquele sangue sobre suas roupas que não era seu. Um momento de descontrole, nada mais. Era o que dizia para si mesma. Mas, não, ela percebeu que o que sentia não era culpa, gostou de matar aquele infeliz. Ela sentia medo, isso sim. Medo porque foi burra, não podia ter deixado evidência, foi descuidada demais, era raiva demais, pressa demais. Como se sentia tola por achar que estava sentindo remorso, aquele moribundo não merecia piedade, a faca fora bem amolada... O monstro não sofrera tanto. Ele merecia mais dor, afinal, sua filha foi muito mais machucada que ele. Estuprador nojento. Sentiu-se feliz por ter vingado sua filha, mas isso não sarou sua dor, a dor alheia, pobrezinha. E voltou a chorar violentamente, o medo... Ouviu as sirenes dos policiais se aproximando da rua, chorou mais lágrimas sufocadas de ódio e desespero... Percebeu que estava perto, do fim.

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